Oi, lembra de mim? Eu espero que sim, pois nunca vou esquecer de você. Do quanto me fez sorrir, do quanto foi importante em minha vida. Todos os segundos que passei ao seu lado, por mais que foram poucos sempre iram estar em minha memória, porque foram os poucos sábados que eu passei junto contigo que me fizeram muito feliz. Eu sinto tantas saudades e ninguém nunca vai conseguir explicar o que eu …senti. Ninguém nunca vai poder dizer que eu não lembro de cada sorriso seu, de cada palhaçada, de cada brincadeira. Quando olho aquela as suas fotos eu lembro o quanto você era feliz, e faziam os outros felizes também com a sua autoestima. As coisas ficam tão tristes sem você e suas piadas, a minha vida não é a mesma sem ti. As vezes me bate uma saudade, que eu pensava que nunca iria sentir.
“E eu já me acostumei com sua ausência. Já me acostumei não ter mais suas mãos me tocando delicadamente em todos os períodos do dia. Não sinto mais saudade do seu cheiro de forma torturadora, e nem tenho vontade de me trancar em um banheiro e chorar até acabar as lágrimas quando eu ouço notícias suas. Não sinto mais saudade do seu sorriso no fim da noite e da sua risada um tanto escandalosa. Já me adptei a sua ausência. A sua falta. A sua partida. Mas de vez em quando eu sinto saudades. Escrevo seu nome numa carteira qualquer. Penso no fim do dia nas coisas que foram, que se passaram. Choro um pouquinho quando a saudade aperta muito. Porque não importa o tempo, memórias nunca morrem. E também, não adianta as vezes que eu te matar, porque você sempre vai estar revivendo dentro de mim.
“Traz teu melhor sorriso e junto com ele, teu amor. Traz você em um dia chuvoso só pra deitar comigo sem ter uma programação, é, sem ter nada pra fazer; Apenas te olhar e admirar olhos tão profundos, tão cheios de mistério, tão cheios de amor. Traz um futuro juntos onde tudo vai dar certo, onde nada vai ser problema tão grande ao ponto de nos separar mais uma vez. Sem você tudo é frio, é vazio, mas não é aquele frio bom, que eu gosto; É aquele frio que te deixa fraco, que te deixa sem rumo. E por fim, traz você, pra mim.
“Ele passa a mão no seu cabelo enquanto você chora, até mesmo quando o problema é ele. Fica repetindo coisas doces e amáveis o tempo todo. Você acredita porque a mentira é mais suave do que a verdade. Acredita porque essa doçura é rara demais para ser desperdiçada. Você diz que o quer para sempre, mas ele já está pensando em qual vai ser a da próxima semana. A próxima garota que será apenas a próxima que irá sofrer porque, no final, ele vai acabar voltando para você. Todo domingo ele vai lhe ligar com a voz embriagada de quem acabou de acordar às três da tarde – há essa hora, você já vai ter feito mais do que ele fez o mês todo. E vai começar a falar sobre como se arrepende por ter feito de novo aquilo que jurou que jamais faria. Vai pedir para voltar porque no final do dia nenhum cabelo tem o cheiro melhor que o seu. E vai reclamar que essas garotas de hoje em dia não gostam de pegar na mão em público. Mas você gosta. E é por isso que ele gosta de você. Porque ele também faz parte dessa geração-vergonha que não curte pegar na mão durante o cinema, que vai logo para os amassos e o qual-seu-telefone-para-que-eu-nunca-ligue-por-engano. Mas você, não. Você pega na mão durante o filme, a praça, o jantar, o café-da-manhã… Você ama pegar na mão e olhar nos olhos. E ficar horas olhando nos olhos para ver se consegue tirar mais um pouquinho da alma dele. Se consegue desvendar mais um pedacinho desse enigma. E, assim que percebe que está conseguindo, ele vai embora outra vez. Porque nada o apavora mais do que alguém com a capacidade de decifrar seus medos. E você sabe. Você sabe como ele odeia escuro e tem pavor da solidão. Sabe como ele grita para calar o barulho mental que ele possui. Sabe como ele odeia partir tanto quanto você odeia vê-lo ir. Sabe, mas não entende. E por isso jura que não vai atender a ligação no domingo, mesmo sabendo (e não entendendo o porquê) que você vai sorrir quando o nome dele aparecer na tela. É frustrante. Você tem doutorado em defesa pessoal, é PhD em não se deixar abalar por nada. E se derrete toda vez que ele diz seu nome. Por quê? Porque o amor é assim. Ele é fanático por Beatles e você só conhece o refrão de Hey Jude. Ele aprendeu a tocar violão durante um verão tedioso, e você faz piano há sete anos sem aprender nada. Você sabe de cor a ordem de todos os acontecimentos de Harry Potter enquanto ele ainda não terminou de ler o Pequeno Príncipe. Tem tudo para dar errado. Mas, ainda assim, o som da voz dele continua lhe acalmando. Por quê? Porque o beijo dele ainda é mais viciante que qualquer livro que você já tenha lido. Porque os braços dele ainda são o melhor esconderijo do mundo. Vocês não têm nada em comum. Você fala francês e ele palavrão. Ele anda de skate e você ainda não tirou as rodinhas da bicicleta. Não pode ser amor, certo? Errado. Não deveria ser. Mas isso não impede nada. Não enquanto ele continuar ligando todos os domingos para dizer que sente a sua falta.
“Aquela música lembrou-me você. Dizia algumas coisas sobre nós em uns versinhos rimados. Bateu uma vontade de dançar coladinho, igual daquela vez que você me puxou pra perto e eu acabei pisando no seu pé. Deu vontade de ver seu sorriso. De rir de qualquer besteira que você me disser. Aquele bar, não tem mais a menor graça sem você. E quando aquele cantor toca Cazuza ou Chico, eu até sorrio, e fico numa esperança danada do seu pensamento estar aqui em mim. Mas a saudade é sem fim, e meu peito ta chorando nesse pranto que você me pôs. Aquela sua nova moça, ontem sorriu para mim, e eu quis morrer. Daí eu me lembrei daquela vez que você me disse que nunca me faria sofrer. Aquela música me lembrou você, assim como a rua vazia, a cama sozinha, o rádio e a TV.